2 de novembro de 2015

Cefas, o apóstolo secreto


Um engano que tem ludibriado muita gente nas igrejas é que o número de apóstolos se limitava a doze, e nunca passou disso. Baseado neste antigo erro, alguns chegaram inclusive a alegar que Paulo não era apóstolo verdadeiro(!), porque ele não era dos doze. No entanto, as evidências indicam claramente que havia na Igreja dois grupos de apóstolos: o restrito (limitado aos doze) e o amplo (que incluía outras figuras importantes do início da Igreja). Isso significa que, ao todo, a Igreja tinha bem mais do que doze apóstolos, embora tenha começado com doze. Alguns textos evidenciam claramente alguns destes apóstolos além dos doze, como Paulo e Barnabé:

“Ouvindo isso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as roupas e correram para o meio da multidão, gritando” (Atos 14:14)

Andrônico e Júnias:

“Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentes que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim” (Romanos 16:7)

E Tiago (não o filho de Alfeu, mas o irmão de Jesus):

“Não vi nenhum dos outros apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor” (Gálatas 1:19)

Só nestes textos, temos menção de cinco apóstolos, além do grupo dos doze. Mas estes são apenas os que foram citados, o que indica obviamente que havia muito mais. A tradição da Igreja Ortodoxa, por exemplo, considera “apóstolos” todos os setenta e dois que foram enviados por Cristo em Lucas 10:1 (veja este site ortodoxo como exemplo). Hipólito de Roma (170-236) tem uma obra chamada “Os Setenta Apóstolos de Cristo”, que confirma que os antigos compreendiam os setenta como “apóstolos” também. Embora ela seja uma obra considerada duvidosa (i.e, que não se sabe se foi realmente escrita pelo próprio Hipólito), ela é incontestavelmente de origem antiga. Também no “Livro dos Bee”, que é uma compilação histórica e teológica escrita pelo sírio Nestório Salomão, bispo de Bassora (ortodoxo), em 1222 d.C, os setenta discípulos são chamados de “Apóstolos” (disponível aqui).

Mas, afinal, quem eram estes setenta apóstolos? Há uma lista dos setenta presente na obra “Os Apóstolos e os Discípulos”, de data antiga e geralmente atribuída a Hipólito. Você pode conferir o nome dos setenta clicando aqui. Curiosamente, há um “Cefas” citado como sendo o 51º discípulo, claramente distinguido de Pedro, que já é citado na lista dos doze apóstolos.

Outro que faz menção a este Cefas como apóstolo distinto de Pedro é o famoso historiador eclesiástico Eusébio de Cesareia (265-339), que em sua clássica obra “História Eclesiástica” escreve:

“Dos apóstolos do Salvador, pelo menos os nomes aparecem claramente em todos os evangelhos. Dos setenta discípulos por outro lado, em nenhum lugar se encontra lista alguma; mesmo assim, sabe-se ao menos que Barnabé era um deles; dele fazem menção especial os Atos dos Apóstolos, igualmente Paulo quando escreve aos Gálatas. Dizem ainda que também Sóstenes, um dos que escrevem com Paulo aos Coríntios, era um deles. A referência se encontra em Clemente, no livro V das Hypotyposeis, onde afirma que também Cefas - de quem Paulo diz: Mas quando Cefas veio a Antioquia, enfrentei-me com ele -, era um dos setenta discípulos e que sua homonímia com o apóstolo Pedro era casual. E um documento ensina também que Matias - o que foi juntado à lista dos apóstolos em substituição a Judas - e o outro que com ele teve a honra de disputar a sorte foram dignos de serem dos setenta. Diz-se ainda que também Tadeu era um deles, sobre este chega a nós um relato que exporei em seguida. Mas observando bem, encontraremos que os discípulos do Salvador eram muito mais do que os setenta, aceitando o testemunho de Paulo, que diz que depois de sua ressurreição dentre os mortos apareceu primeiro a Cefas, depois aos doze, e depois destes a mais de quinhentos irmãos juntos, sobre os quais afirmava que alguns já tinham morrido, mas que a maior parte ainda vivia no tempo em que ele escrevia estas coisas. Depois diz que apareceu a Tiago. Pois bem, este era também um dos mencionados irmãos do Salvador. Portanto, de qualquer forma, os apóstolos à imagem dos doze eram muitos mais – o próprio Paulo o era -, prossegue dizendo: depois apareceu a todos os apóstolos. Sobre este tema, baste o que foi dito”[1]

Note que Eusébio claramente cria na existência de um certo Cefas que fazia parte do grupo dos setenta discípulos, e também era considerado “apóstolo”. Ele diz ainda que este Cefas era frequentemente confundido com Pedro, porque o nome “Pedro” em aramaico é “Cefas” também, o que causava essa confusão. Eusébio diz ainda que foi a este Cefas (e não a Pedro) que Jesus apareceu após ressuscitar, e então confirma que havia bem mais apóstolos do que os doze. Mais importante ainda é ele ressaltar que esta tradição remete a pelo menos desde Clemente (do século II), mostrando que é de origem bem antiga.

Portanto, há forte fundamento histórico para o fato de que havia um apóstolo chamado Cefas, que fazia parte do grupo dos setenta discípulos e que foi mencionado em pelo menos duas ocasiões por Paulo. Analisarei aqui estes dois eventos, que também são provas de que este Cefas não se trata do próprio apóstolo Pedro. Comecemos com o primeiro texto que Eusébio diz que se trata de Cefas e não de Pedro, que é quando Paulo diz:

“Quando, porém, Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável” (Gálatas 2:11)

Aqui a NVI traduz por “Pedro”, mas no original está “Cefas”. Alguém poderia contestar, dizendo que Pedro também era chamado de “Cefas”. Isso é falso. Eu pesquisei no grego todas as mais de cem ocorrências de Pedro em todo o Novo Testamento, e constatei que em todas as vezes Pedro é chamado de Petros, e nunca de Kephas. A única vez em que Pedro é chamado de “Cefas” é justamente em um texto em que João diz que Cefas significa Pedro (Jo.1:42), e depois passa a citá-lo como “Pedro” ao longo de todo o restante do evangelho. Por que Pedro nunca é chamado de “Cefas”, ainda que Cefas seja o aramaico para Pedro? Possivelmente para não confundir com este outro Cefas, que sempre é chamado de Kephas.

O que chama ainda mais atenção é o contexto deste texto de Gálatas. Paulo menciona Pedro (Petros) nos versos 7 e 8, e depois Cefas (Kephas) entra em cena, nos versos 9, 11 e 14:

“Pelo contrário, reconheceram que a mim havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos, assim como a Petros, aos circuncisos. Pois Deus, que operou por meio de Petros como apóstolo aos circuncisos, também operou por meu intermédio para com os gentios. Reconhecendo a graça que me fora concedida, Tiago, Kephas e João, tidos como colunas, estenderam a mão direita a mim e a Barnabé em sinal de comunhão. Eles concordaram em que devíamos nos dirigir aos gentios, e eles, aos circuncisos. Somente pediram que nos lembrássemos dos pobres, o que me esforcei por fazer. Quando, porém, Kephas veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável” (Gálatas 2:7-11)

A parte em negrito é como consta no grego, que você pode conferir clicando aqui. Paulo menciona Pedro (Petros) nos versos 7 e 8, ao dizer que Deus o levantou para a pregar aos gentios assim como levantou Pedro para pregar aos judeus. Então, no verso 9, diz que Tiago, Cefas (Kephas) e João lhes deram a destra de comunhão, quando Paulo havia ido a Jerusalém. E foi contra este Kephas que ele discutiu em Antioquia. Por que Paulo repentinamente mudaria Pedro por Cefas, se não fosse para distinguir claramente os dois indivíduos aos seus leitores? Essa é a única razão lógica.

Note ainda que este Cefas é aqui chamado de “coluna” da Igreja, junto com Tiago e João. Ora, o mesmo apóstolo Paulo chamou os doze apóstolos de “fundamento” (Ef.2:20), em vez de “colunas”. E o Tiago que aparece aqui é claramente o Tiago irmão de Jesus, e não o filho de Alfeu. Ou seja, estamos tratando de dois apóstolos além do grupo dos doze, que são chamados de “colunas”, uma vez que estavam sob o “fundamento” dos apóstolos anteriores a eles.

Até mesmo o João que é ali mencionado, bem provavelmente, não se refere ao apóstolo João, mas a um certo presbítero de nome João, que era distinguido do apóstolo João pelos Pais da Igreja[2]. Eusébio conservou um fragmento de Papias (60-155), que chegou a conviver em vida com o próprio apóstolo João, e constatou:

“Aqui seria bom fazer notar também que ele enumera duas vezes o nome de João. O primeiro coloca na lista com Pedro, Tiago, Mateus e os demais apóstolos, sendo evidente que se refere ao evangelista; já ao outro João, depois de cortar o discurso, coloca-o com outros, fora do número dos apóstolos, antepondo Aristion e chamando-o claramente de presbítero”[3]

Portanto, nenhum dos três citados por Paulo era do grupo dos doze. O Tiago ali era o irmão de Jesus, o Cefas ali era o do grupo dos setenta, e o João ali era o presbítero. Essa é a razão pela qual eles são considerados “colunas”, em vez de “fundamentos”, como Paulo chama os doze apóstolos. O mais importante, no entanto, fica por conta do fato de Paulo distinguir claramente o apóstolo Pedro de Cefas, em um mesmo contexto, mostrando nitidamente se tratar de indivíduos diferentes.

O segundo texto que Clemente de Alexandria e Eusébio de Cesareia atribuem a Cefas em vez de Pedro é este:

“Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Cefas e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos” (1ª Coríntios 15:3-7)

Aqui quem aparece é novamente Kephas, em vez de Petros. Observe com atenção a ordem cronológica que Paulo escreve:

1º Jesus aparece a Cefas.
2º Jesus aparece aos doze apóstolos.
3º Jesus aparece a quinhentos cristãos.
4º Jesus aparece a Tiago.
5º Jesus aparece a todos os apóstolos.

Note que Paulo claramente cria em um grupo de apóstolos maior que doze. Primeiro ele diz que Jesus aparece aos doze apóstolos, e no final diz que apareceu a todos os apóstolos. Isso mostra que Paulo sabia que existia um grupo de apóstolos que ia muito além dos doze discípulos. Neste grupo mais amplo de apóstolos, figurava Cefas, a quem Jesus apareceu depois de ressuscitar. Não podia ser Pedro, em primeiro lugar porque Cefas é aqui distinguido do grupo dos doze, em segundo lugar porque Jesus só se reuniu em particular com Pedro em João 21:15 (bem depois daquela ocasião), e em terceiro lugar porque João não registra em momento nenhum que Pedro se encontrou com Cristo quando veio ou quando voltou do túmulo:

“O primeiro dia da semana, bem cedo, estando ainda escuro, Maria Madalena chegou ao sepulcro e viu que a pedra da entrada tinha sido removida. Então correu ao encontro de Simão Pedro e do outro discípulo, aquele a quem Jesus amava, e disse: ‘Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o colocaram!’ Pedro e o outro discípulo saíram e foram para o sepulcro. Os dois corriam, mas o outro discípulo foi mais rápido que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Ele se curvou e olhou para dentro, viu as faixas de linho ali, mas não entrou. A seguir Simão Pedro, que vinha atrás dele, chegou, entrou no sepulcro e viu as faixas de linho, bem como o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus. Ele estava dobrado à parte, separado das faixas de linho. Depois o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, também entrou. Ele viu e creu. Eles ainda não haviam compreendido que, conforme a Escritura, era necessário que Jesus ressuscitasse dos mortos. Os discípulos voltaram para casa” (João 20:1-10)

Observe com atenção a sequencia dos acontecimentos. Pedro sai junto com João para o sepulcro, e nenhum dos dois se encontra com Jesus no meio do caminho. Então eles entram no sepulcro, veem que não há ninguém, e creem que Jesus ressuscitou. Então os dois voltam juntos para casa (v.10), novamente sem absolutamente nenhuma descrição de que Jesus apareceu a Pedro. E pouco depois Jesus aparece a todos os onze discípulos reunidos juntos (Jo.20:19). A conclusão é óbvia: Jesus não apareceu a Pedro em particular! Pedro sequer estava sozinho, mas junto com João (Jo.20:10). Se Jesus tivesse aparecido a Pedro quando ele voltava, ele teria aparecido a João também. Mas Paulo só menciona Cefas.

Ademais, se isso tivesse acontecido, seria imprescindível que João registrasse este evento em seu evangelho, em vez de dizer apenas que eles voltaram para casa (o que seria bem menos importante do que uma aparição particular do Cristo ressurreto). E a evidência de que Pedro não viu o Senhor Jesus ressurreto  a não ser junto com os onze – é tão forte, que pode ser provada facilmente por um fato inusitado, quase imperceptível num trecho do diálogo de Jesus com os dois discípulos no caminho de Emaús. A certa altura da conversa, logo após Jesus lhes perguntar do que falam, um deles, de nome Clopas, acaba nos informando que Pedro não viu mesmo o Jesus ressuscitado antes da primeira aparição aos discípulos. Veja:

“...algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro;  e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. E alguns dos que estavam conosco [Pedro e João] foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a ele não o viram (Lucas 24:23-24)

Portanto, está claro que este Cefas para quem Cristo apareceu após ressuscitar não é Pedro, mas o apóstolo que fazia parte do grupo mais amplo de apóstolos, e que segundo a tradição fazia parte dos setenta discípulos.

As conclusões deste pequeno estudo (que ainda há muito mais a ser escrito) para mim não foi menos perturbadora do que a você. Quando ouvi pela primeira vez o meu amigo Alon Franco (dono do blog "A Grande Cidade") as notícias sobre sua descoberta do “apóstolo secreto”, distinguido de Pedro, não fiquei menos cético do que você. Contudo, uma pesquisa bíblica e histórica não nos deixa dúvidas a este respeito. Alon ainda está pesquisando sobre isso e irá escrever um artigo bem mais amplo do que este nos próximos dias. Ele pesquisa sobre Cefas há bem mais tempo que eu, e tem argumentos e conclusões devastadores.

Se você está interessado em saber em quais textos bíblicos que Cefas aparece, consulte:

1ª Coríntios 1:12
1ª Coríntios 3:22
1ª Coríntios 9:5
1ª Coríntios 15:5
Gálatas 1:18
Gálatas 2:9
Gálatas 2:11
Gálatas 2:14

Há uma boa possibilidade de que ele seja o mesmo “Cleofas” citado em João 19:25, devido a um erro de ortografia de um copista, natural devido à semelhança entre Kephas Kleophas. Mas essa parte deixarei que ele aborde em seu artigo. Por hora, as conclusões impactantes são que este “apóstolo secreto”, omitido pela Igreja e suprimido pela teologia ao longo dos séculos, não era pouco importante. Ele:

• Era tão influente na Igreja quanto Paulo e Apolo (1Co.1:12).

• Desempenhou algum trabalho em meio à comunidade de Corinto (1Co.1:12-14; 3:22).

• Foi o primeiro a quem Jesus apareceu após ressuscitar (1Co.9:5).

• Quando Paulo decidiu ir a Jerusalém, foi para conhecê-lo pessoalmente (Gl.1:18).

• Era considerado uma das “colunas” na Igreja, assim como Tiago irmão do Senhor e o presbítero João (Gl.2:9).

• Teve um atrito com Paulo em certa ocasião, por ter censurado os não-judeus (Gl.2:11-21).

• Era suficientemente influente para ser sempre distinguido de Pedro, de modo que Pedro fosse sempre chamado de Petros e ele de Kephas, embora o termo Kephas também coubesse a Pedro (caso eles quisessem empregar o aramaico). Ou seja, os escritores bíblicos faziam questão de escrever sempre o nome de Pedro em grego quando era para se referir a Pedro, e ao aramaico “Cefas” para se referir ao outro apóstolo, a fim de distinguir os dois e evitar causar confusão.

Lamentavelmente, a Igreja moderna suprimiu este apóstolo, ao confundi-lo com o apóstolo mais famoso com o mesmo nome. Exatamente o mesmo que Eusébio disse que alguns já faziam em sua época, trocando alhos com bugalhos.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] História Eclesiástica, Livro I, c. 12.
[2] História Eclesiástica, Livro III, 25:3.
[3] História Eclesiástica, Livro III, 39:5.

7 comentários:

  1. Lucas, muito interessante sua introdução. Você trouxe alguns detalhes que para muitos estavam imperceptíveis. Não há como negar de forma alguma a sua afirmação de que Pedro não viu o Senhor em particular - Pedro o viu sim, mas somente quando o Senhor aparece aos discípulos pela primeira vez.

    Muito bom, parabens

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  2. Uma vez vi um estudo que diz que o Pedro que morreu em Roma, não foi o apóstolo, mas um outro. (nao lembro mais onde eu li, era de uma tradição antiga de judeus cristaos). Pode ser que seja esse Cefas. Tem uma tradição da igreja nestoriana que diz que Pedro morreu no oriente medio

    http://peshitta.org/for/showthread.php?tid=2642&pid=20050#pid20050


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  3. Lucas, o texto de 1Co 15.3-7 diz que Jesus apareceu aos DOZE. Contudo sabemos que Judas morreu e não fazia mais parte do grupo. Então como posso entender este texto?

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    1. É bem possível que Judas não tenha se enforcado imediatamente, mas dias depois. Vou escrever um artigo sobre isso nos próximos dias.

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  4. Amigo, primeiramente parabéns pela percepção que o Espírito Santo te deu sobre os fatos, que obviamente estão corretos. Estou escrevendo um livro para a nossa Igreja no qual faço menção a alguns destes acontecimentos numa linha semelhante a que o Santo Espírito te deu e com alguns novos argumentos a serem publicados e gostaria de fazer algumas citações do seu artigo, evidenciando o autor; pois creio que sintetizam bem aquilo que é um conhecimento que soma para o bem de nossa Igreja. tudo bem? normalmente as pessoas não pedem para fazer citações de artigos na internet, mas achei por bem, uma vez que somos irmãos em Cristo e temos o mesmo interesse de honrar e glorificar nosso bom Deus.desde já te desejo a paz de Nosso Senhor.

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    1. Olá, fique a vontade para fazer citações, de fato para esse tipo de coisa não é nem preciso pedir permissão, mas agradeço pelas suas palavras e desejo-lhe sucesso em sua obra. Deus lhe abençoe!

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    2. Muito obrigado, e que Deus te abençoe sempre mais.

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