28 de fevereiro de 2016

Princípios norteadores da missão da Igreja


Resumo

O artigo expõe os principais princípios norteadores da missão evangelística da Igreja, com destaque para a diferença entre “cristianização” e “evangelização”, e para as transformações sociais que uma evangelização sólida e consistente é capaz de trazer para o mundo de hoje.

Palavras-chave: Missões, Igreja, Evangelismo.


Introdução

Qual é a regra áurea das missões? Muitos responderiam com Marcos 16.15: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda a criatura”. Mas qual evangelho? E de que forma ele deve ser pregado? Essas questões têm sido colocadas em jogo há séculos pelos teólogos e evangelistas, e manuais atrás de manuais tem sido escritos para debater a questão. Neste artigo, buscarei elencar os principais princípios norteadores da missão da Igreja, bem como destacar a diferença entre cristianização e a verdadeira evangelização, a qual tem o potencial de mudar o mundo a nossa volta.


Desenvolvimento

Uma frase famosa atribuída a São Francisco de Assis diz: “Pregue o Evangelho o tempo todo. Se preciso, use palavras”. Com isso, o que o autor estava querendo dizer é que o exemplo pessoal deve ser o maior “método evangelístico”. As palavras, evidentemente, são necessárias, mas elas são infrutíferas se não vierem acompanhadas de um caráter aprovado e de uma boa consciência perante o próximo e perante Deus. Marlon Ronald Fluck aborda isso em sua “História do Cristianismo”, onde registra a diferença capital entre evangelização e “cristianização”. Para o autor, não houve verdadeiro “evangelismo” nos primeiros anos da América Latina. O que houve foi apenas uma “cristianização”, que é “o intento de sobrepor uma cultura impregnada por elementos de Cristianismo a uma cultura e visão de vida completamente distinta” (FLUCK, 2009, p. 49).
Quando os espanhóis quiseram “evangelizar” a América, o que realmente aconteceu foi uma carnificina. Bartolomeu de Las Casas (1474-1566) estimou em quinze milhões o número de índios assassinados (apud FLUCK, 2009, p. 65). Fluck conta a história de Hatuey, um índio que foi preso e condenado à morte, devendo ser queimado vivo. No momento de ser aceso o fogo, um sacerdote perguntou-lhe se desejava tornar-se cristão e ser batizado, podendo assim morrer e ir para o céu. Hatuey perguntou-lhe, então: “Os espanhóis vão para o céu?”. O padre respondeu: “Os que forem bons, irão”. Diante disso, o cacique Hatuey respondeu: “Não quero ir para o lugar em que possa se encontrá-lo”.
Fluck concluiu que “ele certamente não podia se deixar cativar por uma mensagem cristã completamente sem conteúdo ético e por vidas sem consistência, embora os espanhóis tivessem uma verdadeira paixão pelos ritos externos do catolicismo” (FLUCK, 2009, p. 50). Um evangelismo verdadeiro parte do princípio de um caráter aprovado, de uma vida com Deus, de uma personalidade piedosa e ética. Sem isso, não há evangelismo, nem há o cumprimento da missão da Igreja. Pode haver “cristianização”, mas não evangelização.
Se devemos nos espelhar em alguém para cumprir a grande comissão, devemos nos espelhar no próprio Cristo, como diz Michael W. Goheen:

A missão é obra de Cristo e deve ser realizada por meio do Espírito na igreja e por meio dela, que é ao mesmo tempo o lugar em que Cristo atua e também o instrumento por meio do qual Cristo opera. Portanto, a missão de Jesus se torna o padrão para a missão da igreja. A missão à maneira de Cristo significa que esses mesmos elementos farão parte da missão da igreja, embora sejam realizados de maneiras criativas em novos contextos culturais. (GOHEEN, 2014, p. 155).

Um segundo aspecto importante a se destacar é o caráter universal das missões. As missões não se limitam ao bairro, à escola ou à cidade (embora elas evidentemente estejam inclusas), mas ao mundo inteiro. Jesus ensinou que os discípulos seriam usados por Deus para evangelizar a “todas as nações” (Mc 13.10), mas a maioria deles só foi disperso aos quatro cantos da terra após a perseguição instaurada contra a Igreja (At 8.4). Isso ocorreu em cumprimento à promessa feita a Abraão, de que por meio da sua descendência todos os povos da terra seriam abençoados (At 3.25).
Nem todas as pessoas são vocacionadas para ser um missionário no outro lado do mundo, mas todas tem a obrigação de ser um missionário em sua própria terra, isto é, alguém que reflete a luz de Cristo por onde passa. Como Spurgeon certa vez disse, “todo cristão ou é um missionário ou um impostor”[1]. Com isso, ele não estava querendo dizer que todo cristão tem a necessidade de ser um missionário no sentido de levar o evangelho às outras partes distantes do mundo, mas que todo cristão tem que ser um missionário no sentido de pregar o evangelho em sua própria comunidade e poder viver uma vida exemplar dentro de seu círculo de alcance e convívio. Todo cristão foi alcançado (por Cristo) para alcançar (outras pessoas).
Outro princípio importante em missões é a comunicação transcultural, da qual J. Andrew Kirk fala em seu livro “O que é Missão?”. Para o autor em questão, “o evangelho não pode ser transmitido num ‘casulo’ livre de influência cultural ou numa neutralidade cultural, mas o mesmo encontra seu próprio lugar no coração das várias culturas” (KIRK, 2006, p. 118). Isso significa que o missionário deve se adaptar aos diferentes mundos culturais para poder encontrar maior êxito em sua pregação do evangelho e para a sua maior aceitação frente ao povo.
Kirk comenta que, embora o evangelho seja o mesmo em todas as culturas,

O mundo ocidental é caracterizado por uma fragmentação tão difundida que faz com que falar acerca de uma cultura moderadamente uniforme e coerente seja algo um tanto duvidoso. Não somente nas nações ocidentais, através da imigração multi-étnica e multi-religiosa, mas também nos povos que historicamente se mantiveram indígenas existem diferenças de crenças, atitudes e estilo de vida altamente significativas. (KIRK, 2006, p. 120).

O autor define a cultura como sendo a junção de “crenças”, “valores” e “formas exteriores”, e diz que o missionário “deve se identificar com o povo em cujo meio é colocado, chamado para atender suas necessidades e compartilhar suas cargas” (KIRK, 2006, p. 130). Paulo ensinou o princípio da tolerância cultural em Romanos 14, quando disse:

“Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou” (Romanos 14.2-3 – NVI)

A missão da Igreja também deve ser pautada por uma teologia bíblica saudável e correta. Para muitas igrejas, a missão da Igreja significa uma pregação de prosperidade com ênfase total no homem – o antropocentrismo tomando o lugar do Cristocentrismo. Tudo no evangelho passa a ser uma questão de como Deus pode fazer mais pelo homem, e como o homem pode crescer mais nesta vida e obter cada vez mais fama, sucesso, dinheiro, poder, vitória. A essência do evangelho se perde diante de uma mensagem antropocêntrica e mesquinha do evangelho que descentraliza Cristo e o joga para escanteio. O homem passa então a ser o foco de tudo, em vez de Deus.
Lamentavelmente, muitas igrejas têm sucumbido a este tipo de discurso e tem se esforçado a levar este evangelho modificado aos descrentes, causando mais males do que bens. A missão da Igreja só será concluída com êxito quando o povo voltar a colocar no centro de tudo a Cristo, mediante uma exposição bíblica-teológica das verdades do Reino. De outra forma, será apenas mais “cristianização” e menos “evangelização”. Christopher J. H. Wright toca neste ponto quando diz:

Não deveria haver teologias que não se relacionassem com a missão da Igreja, que não fossem geradas por causa da missão da Igreja ou inspiradas e moldadas por ela. E não deveria haver missões na Igreja sendo levadas adiante, sem que haja profundas raízes teológicas no solo da Bíblia. (WRIGHT, 2012, p. 26).

A missão da Igreja e a teologia bíblica deveriam estar profundamente relacionadas entre si. Como Wright apela, “que não haja teologias que não causem impacto missionário; que não haja missões que não tenham fundamentos teológicos” (WRIGHT, 2012, p. 26). É porque as missões atualmente têm sido pregadas sem o acompanhamento de uma teologia séria que surgem tantas denominações com tão pouca consistência teológica, muitas delas mais interessadas com o dinheiro dos fieis do que com o seu aprendizado espiritual.
Howard Peskette abordou isso quando disse:

A comunidade de discípulos de Jesus, caminhando nos passos de seu Mestre, precisa estar preparada para ser enterrada em um mundo cruel, pobre, tacanho, violento, desesperado – o mesmo mundo que crucificou seu Mestre. A igreja que busca segurança, prestígio e poder mundano não é mais a igreja do Jesus crucificado. O poder do Evangelho somente pode ser demonstrado na vulnerabilidade e na humildade, ao ser vivido em praça pública no mundo. (PESKETTE, 2005, p. 188).

O mesmo autor discorre ainda que Jesus não nos deixou nenhum “método” de evangelismo, mas nos passou dois princípios básicos: o da morte e o do amor. Não há vida sem morte (Jo 12.24), e o grande princípio da frutificação missionária é o amor. É o amor visível dos discípulos uns pelos outros que convence o mundo cético de que o Pai enviou o Filho (Jo 17.22-23) para propiciar uma nova criação. O autor conclui então que, “quando aprendermos a morrer para nossos próprios planos e projetos, incluindo os de evangelização mundial, então poderemos verdadeiramente amar uns aos outros e prosseguir em todas as dimensões da vida sob a liderança do Deus triuno e missionário” (PESKETTE, 2005, p. 189).
O objetivo maior das missões é o de transformação da sociedade, tanto para esta vida quanto para a vida por vir. A salvação inclui evidentemente a vida eterna, mas pressupõe que pessoas alcançadas pelo poder e pelo amor de Deus serão usadas por Ele para reformar o mundo presente já nos dias de hoje. É assim que crentes regenerados pelo Espírito Santo lutaram contra a escravidão no mundo a partir de um pressuposto moral cristão, como é o caso de John Wesley, de William Wilberforce e de Abraham Lincoln, além de lutar contra outros males sociais, como fez o pastor Martin Luther King na luta contra o racismo e o segregacionismo.
Em outras palavras, onde as pessoas são alcançadas pelo chamado missionário, se presume que elas terão seus corações mudados e transformados para não se conformar com este século, mas para se adaptar cada vez mais à vontade de Cristo em suas vidas. Tais pessoas, portanto, tem a obrigação moral de transformar o mundo à sua volta, garantindo direitos iguais e acabando com os preconceitos sociais e raciais ainda existentes. Foi assim que o Cristianismo trouxe dignidade à mulher numa época em que ela era vista como não mais que um intermediário entre o animal e os homens, como dizia Aristóteles, e foi assim também que os cristãos são os primeiros na luta contra o aborto e pela preservação da vida humana desde a concepção.
Bosch ressalta este aspecto social do evangelho nas seguintes palavras:

Paulo se opõe às atitudes de não-envolvimento na sociedade, e o faz apoiado em uma apocalíptica reinterpretada de forma radical. Exatamente por causa da vitória final de Deus já assegurada, Paulo enfatiza não a passividade ética, mas a participação ativa na vontade redentora de Deus no aqui e agora. A fé no reinado vindouro de Deus compele a uma ética que se empenha e labuta para acercar a criação de Deus desse triunfo futuro de Deus. (BOSCH, 2002, p. 220).

Foi como resultado das ações cristãs no ramo das missões que as sociedades aboliram velhos tabus que se opunham à liberdade e a dignidade humana. Na Índia, além do infanticídio, as viúvas eram queimadas nas puras dos funerais dos seus maridos, numa prática muito comum até poucas décadas, conhecida como sati. Os hindus criam que a mulher tinha que seguir o marido até a morte, e que se este marido morresse ela deveria ser queimada em honra ao marido falecido. Prática semelhante era comum também na África, onde as esposas e concubinas do chefe da tribo eram mortas quando o marido morria. Estas práticas horrendas foram desaparecendo na medida em que o Cristianismo foi sendo disseminado em cada região do mundo.
A poligamia também foi banida em diversas culturas com a chegada do evangelho. A prática cristã de se casar apenas com uma mulher se contrasta com muitos povos que ainda persistem na crença de que o homem pode ter várias mulheres para si. Foi a Bíblia que ensinou o modelo ideal para o casamento. Foi o Cristianismo que elevou a dignidade das mulheres no mundo todo, e é nos países aonde o Cristianismo ainda não chegou (ou ainda tem pouca influência) que as mulheres são mais mal tratadas e têm menos direitos.
Todos os códigos legais no Oriente Médio antigo serviam para tratar a mulher como uma possessão legal do homem. As leis de Lipit-Ishtar, da Baixa Mesopotâmia (1930 a.C), admitiam como certa a prática de se envolver em adultério com escravas e prostitutas. Na lei hitita (16500 a.C), um pai e um filho poderiam tranquilamente ter relações com a mesma escrava ou prostituta, que isso não era considerado errado. Essa mesma lei permitia até mesmo a zoofilia: “Se um homem tem relações sexuais com um cavalo ou uma mula, isso não é ofensa”[2]. Tanto a mulher quanto os animais eram vistos como uma mercadoria ou um pedaço de carne para se fazer sexo.
Em vários países da África, uma prática comum que perdura até hoje é a denominada “circuncisão feminina”, que é quando meninas, em geral entre cinco e quinze anos, têm seu clitóris mutilado para que não tenham prazer sexual quando adultas. Um artigo do G1 diz que, “sem aviso, as meninas são levadas pelas mães a um local ermo, onde encontram uma espécie de parteira que as espera com uma navalha. Sem qualquer anestesia ou assepsia, a mulher abre as pernas das garotas – muitas vezes, crianças de menos de dez anos – e corta a região genital, num procedimento que varia da retirada do clitóris ao corte dos grandes lábios e à infibulação”[3].
Somali Waris Dirie, que teve seu clitóris mutilado aos cinco anos, contou: “Desmaiei muitas vezes. É impossível descrever a dor que se sente”[4].
Esta prática, lastimavelmente, é muito mais comum do que se imagina. A Organização Mundial da Saúde aponta que há entre 100 e 140 milhões de meninas e mulheres que vivem hoje sob consequências da mutilação. Em sete países africanos a prevalência da mutilação é em 85% das mulheres. Quando os missionários cristãos chegaram ao Quênia, em 1930, tentaram proibir a mutilação feminina, mas a legislação da tribo prevaleceu. Nos países ocidentais cristãos esta prática não é nem cogitada, porque o Cristianismo representa o que há de mais elevado em moralidade, em especial em relação às mulheres.
Em muitos países muçulmanos até hoje a mulher é obrigada a usar uma burca que cobre literalmente todo o corpo. Em outros, uma pequena parte da face da mulher (somente os olhos, ou dos olhos até a boca) pode ficar descoberta, enquanto todo o resto do corpo precisa estar coberto com este pano. Uma opressão totalmente desnecessária[5].
Foi o Cristianismo, com seus milhões de missionários enviados por séculos até as faixas de terra mais distantes, que foi moldando e influenciando as mais diferentes culturas, tornando-as cada vez mais favoráveis para com as mulheres e intervindo beneficamente na construção de um mundo melhor para elas. Este ainda é um processo em andamento, pois não se muda uma cultura do dia para a noite, ainda mais em países com uma religião predominante rígida que persegue os cristãos e impede a disseminação dos valores morais encontrados no evangelho de Jesus Cristo.
Nos países massivamente cristãos, colonizados por cristãos e com uma população predominantemente cristã, as mulheres tem uma extraordinária liberdade e valor quando em comparado aos países que não tiveram influência cristã. Nos países cristãos as mulheres podem andar do jeito que quiserem, podem trabalhar, podem ter acesso à informação, podem ter acesso à educação, podem ter prazer e alegria, podem praticar esportes, gerenciar empresas, dividir as atividades domésticas com o marido e até se tornar presidente da república. 
Até Richard Dawkins reconheceu que o Cristianismo é uma barreira moral contra algo que ele considera “pior”. Ele disse:

Tanto quanto sei não há cristãos a explodir prédios. Não conheço cristãos que façam ataques suicidas bombistas, nem conheço uma grande denominação cristã que acredita que a apostasia deva ser punida com a morte. Eu tenho sentimentos divididos em relação ao fim do Cristianismo uma vez que o Cristianismo pode ser uma fortaleza contra algo pior[6].

            Como vemos, uma missão pautada por uma teologia bíblica consistente é capaz de mudar o mundo literalmente – além de salvar almas. Quando os cristãos, empenhados por um desejo sério e sincero em converter almas entregues a Cristo e para o Reino de Deus, plantam igrejas missionais e se determinam a alcançar o cumprimento de seus chamados na terra, o mundo à sua volta é transformado para melhor. Tal transformação social, no entanto, só é possível quando temos em vista uma missão evangelizadora, em vez de apenas “cristianizadora”.
            Por fim, é necessário que as missões valorizem líderes capacitados, empenhados e preparados para o serviço da obra de Deus. Como Stetzer diz, “tudo se desenvolve ou desaba com base na liderança. Líderes guiados por Deus servirão seus projetos de plantação de igreja equipando e capacitando outros” (STETZER, 2015, p. 128). Se o pecado de um leigo já é um escândalo se tornado público, quanto mais o pecado de uma liderança local. Os líderes serão cobrados com maior rigor (Tg 3.1), porque deles depende o sucesso ou o fracasso das comunidades locais que presidem.


Conclusão

Os princípios norteadores da missão da Igreja envolvem: uma teologia bíblica consistente como pressuposto para o estabelecimento de igrejas; lideranças bem capacitadas que sirvam de espelhos para os leigos; transformações sociais que surjam naturalmente na medida em que o evangelho do Reino vai sendo implantado em cada região, e um empenho pessoal de cada indivíduo que, na medida do possível e ao seu próprio alcance, tem a obrigação de ser um missionário, isto é, um exemplo, alguém que leve a mensagem de Cristo refletindo a luz que há nEle.

Por Cristo e por Seu Reino,


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REFERÊNCIAS

STETZER, Ed. Plantando igrejas missionais: como plantar igrejas bíblicas, saudáveis e relevantes à cultura. São Paulo: Vida Nova, 2015

GOHEEN, Michael W. A igreja missional na Bíblia: luz para as nações. São Paulo: Vida Nova, 2014

WRIGHT, Christopher J. H. A missão do povo de Deus: uma teologia bíblica da missão da igreja. São Paulo: Vida Nova, 2012

KIRK, J. Andrew. O que é Missão? Londrina: Descoberta, 2006

FLUCK, Marlon Ronald. História do Cristianismo: modelos, panoramas e teologia. Curitiba: Cia de Escritores, 2009

PESKETTE, Howard; RAMACHANDRA, Vinoth. A Mensagem da Missão: a glória de Cristo em todo o tempo e espaço. São Paulo: ABU Editora, 2005

BOSCH, David J. Missão Transformadora: mudanças de paradigma na teologia da missão. 3ª ed. São Leopoldo: EST, Sinodal, 2002



[1] Disponível em: <http://www.projetospurgeon.com.br/2012/11/um-missionario-ou-um-impostor/>. Acesso em: 27/02/2016.
[2] Leis hititas §193.
[3] Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/e-impossivel-descrever-dor-diz-modelo-sobre-circuncisao-feminina.html>. Acesso em: 27/02/2016.
[4] ibid.
[5] Em comparação com o Antigo Testamento, não há nenhuma parte da lei de Moisés que obrigue a mulher a usar o véu para cobrir o rosto, quanto menos uma burca se cobrindo inteira. Paulo falou sim sobre a mulher usar véu cobrindo parte da cabeça no local do culto (1Co 11.5), mas isso porque escrevia à Igreja de Corinto. Naquela época, as mulheres da cidade de Corinto costumavam usar véu, exceto as prostitutas. Não usar véu naquela cultura específica, portanto, era uma forma de dizer: “sou uma prostituta”, ou: “quero um caso”. É evidente que numa cultura dessas o mais sensato seria usar o véu, mas isso evidentemente não se aplica a todos os cristãos e em todas as épocas, já que hoje o não uso do véu não é um convite implícito à prostituição.
[6] Disponível em: <http://ibloga.blogspot.com.br/2010/04/is-collapse-of-christianity-in-britain.html>. Acesso em: 27/02/2016.